Balanço do mercado cinematográfico em 2009

Acabei esquecendo de postar antes mas vale a pena sempre analisar os numeros!

Com 14,28% de participação de mercado, desempenho é o melhor dos últimos cinco anos


13/01/10
– O melhor desempenho do cinema brasileiro dos últimos cinco anos: este é o resultado do balanço do mercado cinematográfico em 2009, consolidado e divulgado pela ANCINE. Os números demonstram um crescimento significativo no público e na renda das salas de exibição, o que se deve em parte ao bom desempenho das produções nacionais.

Segundo Manoel Rangel, diretor-presidente da ANCINE, esses resultados positivos indicam que o cinema brasileiro está vivendo uma nova fase: “A produção nacional está ocupando o mercado de forma continuada e consistente, no que parece ser um ciclo sustentável de crescimento. A safra de filmes programados para 2010 nos permite acreditar na manutenção dos índices de ocupação alcançados em 2009 e apostar no crescimento desta participação”, avalia Rangel. “Isso é fruto do compromisso dos produtores brasileiros, distribuidores e exibidores, de uma política cultural atenta a todos os elos da cadeia econômica do setor, da parceria entre o Estado e as empresas privadas, enfim, planejamento.”

Em relação a 2008, o público de filmes brasileiros em 2009 cresceu 76%. A participação da produção nacional no público total das salas (“market share”) fechou o ano em 14,28%: foram 16.092.482 espectadores, com uma renda total de R$ 131.936.273, 88. Este foi o melhor desempenho dos últimos cinco anos. Em 2009 foram lançados comercialmente 84 filmes nacionais, sendo 45 de ficção, 38 documentários e uma animação, enquanto os lançamentos estrangeiros foram 235: 144 americanos e 91 de outras nacionalidades.

Diversos fatores têm levado a uma reaproximação entre o cinema brasileiro e seu público: a melhor qualidade técnica dos filmes, a maior organização dos agentes do setor e um calendário de lançamentos mais estratégico – mas, sobretudo, a realização de filmes que caem no gosto dos espectadores, em diferentes gêneros e faixas do mercado.

A seguir, outros dados consolidados pela ANCINE, incluindo um quadro comparativo de 2008 e 2009, com a evolução dos números de público, filmes, renda e participação do mercado do filme nacional:

•  2009 registrou um público total de 112.683.383 espectadores e renda de R$ 969.783.735, 77 nas salas de cinema. Trata-se do maior público dos últimos cinco anos, com um crescimento de 25, 26% no público e de 32, 93% na renda, em relação a 2008.

•  O filme ‘Se Eu Fosse Você 2′ vendeu 6.112.851 ingressos (5.786.844 em 2009, e o restante nas pré-estréias realizadas em dezembro de 2008) e arrecadou R$ 50.543.885, superando o recorde anterior da Retomada, que era de ‘Dois Filhos de Francisco’, lançado em 2005, com 5.319.677 espectadores.

O filme mais visto do ano foi ‘A Era do Gelo 3′, que alcançou 9.279.602 ingressos e arrecadou R$ 81.118.935, 00. É o segundo maior público dos últimos 20 anos, atrás apenas de TITANIC, lançado em 1998, com 16.377.228 espectadores.

COMPARATIVO DE PÚBLICO – 2008 X 2009
2008
2009
Variação %
2009/2008
Público total 89.960.164

112.683.383

25,26%

Renda total 729.522.782,41

969.783.735,77

32,93%

Público filmes nacionais 9.143.052

16.092.482

76,01%

Renda filmes nacionais

70.244.803,07

131.936.273,88

87,82%

Público filmes estrangeiros

80.817.112

96.590.901

19,52%

Renda filmes estrangeiros

659.277.979,34

837.847.461,89

27,09%

% de participação filmes nacionais

10,16%

14,28%

40,51%

Lançamentos nacionais

79

84

Lançamentos estrangeiros

244

235

Fonte:2008 – Dados compilados pela Ancine (Filme B , SDCMRJ e SADIS/Ancine)                                            2009 – SADIS/Ancine

Metologia: Os dados apresentados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento da Distribuição em Salas de Exibição – SADIS e compilados pela equipe da Coordenação de Cinema e Vídeo – CCV da Superintendência de Acompanhamento de Mercado.

As análises foram feitas com base nas informações fornecidas até 7/1/2010 pelas empresas distribuidoras cadastradas na Agência Nacional do Cinema.

OS 10 FILMES BRASILEIROS MAIS VISTOS EM 2009
TÍTULO
DISTRIBUIDORA
PÚBLICO 2009
PÚBLICO TOTAL
RENDA 2009
SE EU FOSSE VOCÊ 2*
FOX 5786844 6112851
R$ 47622137
A MULHER INVISÍVEL
WARNER 2353136 2353136
R$ 20498576
OS NORMAIS 2
IMAGEM (WMIX) 2202640 2202640 R$ 18978259,88
DIVÃ
DOWNTOWN (FREESPIRIT) 1866235 1866235 R$ 16492461,11
O MENINO DA PORTEIRA
SONY E DISNEY (COLUMBIA) 666625 666625 R$ 4559799
BESOURO
SONY E DISNEY (COLUMBIA)
481381
481381
R$ 3769206,75
O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES
FOX
361030
361030
R$ 1915058
SALVE GERAL
SONY E DISNEY (COLUMBIA)
316077
316077
R$ 2640159,02
JEAN CHARLES
IMAGEM (WMIX)
292471
292471
R$ 2448735,02
XUXA EM O MISTÉRIO DE FEIURINHA**
PLAYARTE
250109
250109
R$ 1766416,65

Fonte: ANCINE/SAM/CCV, baseado em dados do SADIS (Sistema de Acompanhamento de Distribuição)

* ‘Se eu Fosse Você 2′ é o único título da lista com pré-estréias no ano anterior. A renda total do filme foi: R$ 50.543.885

** Este filme continua sua carreira nas salas de cinema em 2010. Até o dia 10/01/2010, acumulava público de 605.653 pessoas e renda de R$ 4.278.126

Brasil e França renovam acordo de coprodução

O Globo, Segundo Caderno, em 13/05/2010

7 Minutos com Manoel Rangel

Na próxima terça-feira, Brasil e França vão ganhar um novo acordo bilateral de coprodução para o Audiovisual. O presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, e a presidente do Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC), Véronique Cayla, vão se encontrar durante o Festival de Cannes para assinar o documento. Pelo novo texto, os dois países poderão estender a participação de suas equipes para os parceiros do Mercosul e da União Europeia. Atualmente, o Brasil tem acordos bilaterais com Argentina, Alemanha, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, França, Itália, Portugal e Venezuela.

O GLOBO: Do que se trata este novo acordo?
MANOEL RANGEL: É uma renovação do acordo feito em 1969. Vamos fazer a formalização jurídica em Cannes. Basicamente, ele atualiza o acordo anterior em alguns pontos. Ele abaixa a participação do país que entrar com o capital minoritário, podendo chegar, em casos excepcionais, a até 10% do investimento total. Ele também vai permitir que profissionais da União Europeia possam ser contabilizados pelo lado francês como equipe da França, e que profissionais do Mercosul possam ser contabilizados como equipe brasileira pelo lado do Brasil. Tudo isso otimiza ainda mais a boa relação que já existia entre os dois países no campo do audiovisual.

Que vantagens o acordo traz para o Brasil?
RANGEL: Ele cria as condições para intensificar as coproduções.
Tivemos um encontro para estimular coproduções no ano passado e teremos outro este ano, no dia 4 de junho. Um acordo como este, por exemplo, possibilita que um filme brasileiro entre no mercado francês com as facilidades de mercado que um filme francês teria, e viceversa.

Quais serão os próximos acordos firmados pelo governo brasileiro?
RANGEL: Já temos acordos assinados com Israel e Índia, e só faltam alguns detalhes para que eles entrem em vigor. E estamos em negociação com Rússia e China.

Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.

Revista Cultural de Cinema do Brasil

O Globo, Segundo Caderno, por Ely Azeredo, em 27/04/2010

Ely Azeredo

“Filme Cultura” (1966-1988), que circulou com 48 números, ainda é a mais importante e, sem dúvida, a mais completa revista cultural de Cinema do Brasil. Digo que “é ainda” porque a maior parte de seu conteúdo tem interesse permanente.

Porque suas coleções não se perderam; porque abordou todo o universo da arte e da indústria; e porque me parece impossível estudar com abrangência o cinema brasileiro sem retorno às suas páginas.

A clássica “Cinearte”, que começou nos anos 1920, tendo como figura de proa o pioneiro Adhemar Gonzaga, deu amplos espaços à produção nacional.

Mas, para sobreviver, adotou um perfil próximo ao do padrão hollywoodiano de fan mags. A revista “Filme”, de 1949 (apenas dois números), criou um padrão informativo e ensaístico excelente. Surpreendentemente, embora fosse realizada por nacionalistas insuspeitos, como Vinicius de Moraes e Alex Viany, dedicou poucas linhas ao cinema da terra.

“Filme Cultura” surgiu por ideia do crítico e líder da classe cinematográfica paulista Flávio Tambellini (pai do cineasta Flávio R. Tambellini), quando dirigiu o Geicine (Grupo de Estudos da Indústria Cinematográfica), e, além de recursos desse órgão, contou com apoio do então Ministério da Educação e Cultura. Eu criei o projeto da revista – que se chamou “Filme & Cultura” na edição inaugural.

Exceto durante um pequeno interregno, fui o editor, em parceria com o crítico Carlos Fonseca, até 1974.

Partimos da convicção de que é impossível desenvolver e enriquecer um cinema nacional sem oferecer uma visão universal. Por exemplo: na Itália do pré-guerra, a revista “Cinema” teve em seus quadros o teórico e cineasta Luigi Chiarini (”o filme é uma arte; o cinema, uma indústria”), e críticos exigentes como Antonioni.

Sem este periódico, o neo-realismo italiano não seria tão rico.

Na França, a Nouvelle Vague fez sua revolução tendo como QG os “Cahiers du Cinéma”, mensário nascido especialmente sob o impulso do crítico full-time André Bazin.

Inovadores do cinema brasileiro a partir dos anos 1950, como Luis Sérgio Person e Walter Hugo Khouri, não teriam sucesso de público sem o trabalho empreendido pelas colunas de crítica. E o movimento Cinema Novo não seria o mesmo sem leituras sobre o neorealismo e a Nouvelle Vague.

O primeiro número de “FC”, feito com poucos recursos, foi rico em ensaios e veiculou pela primeira vez no Brasil o teórico Siegfried Kracauer (”O espectador”).

A partir do número 2 (com capas inspiradas no design dos “Cahiers”) “Filme Cultura” se modernizou. Foi enriquecida com uma série de dossiês – sobre Fellini, Hitchcock, Kazan e outros. Criou uma “Enciclopédia” serializada de cineastas.

E Paulo Perdigão, autor de livro sobre “Shane”, trouxe dos EUA uma rica entrevista com George Stevens.

“FC” abordou praticamente tudo: dos filmes científicos ao complexo tema do “duplo” (personalidades divididas); de pesquisas sobre desconhecidos ciclos regionais brasileiros até o western; do mercado de capitais aos dilemas da exibição.

Entre os pontos altos da primeira fase: a revelação do desconhecido pioneiro José Medina; e estudos sobre lendas (então) vivas, como Gonzaga, o decano da crítica Pedro Lima e o mestre Humberto Mauro.

Ely Azeredo é crítico de cinema e autor do livro ”Olhar crítico: 50 anos de cinema brasileiro”

Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.

Condenado, Guilherme Fontes não será preso

O Globo, O País, em 28/04/2010

Segundo sentença, ator sonegou R$ 258 mil. Pena será pagamento de cestas e trabalho comunitário
O ator e diretor Guilherme Fontes foi condenado a três anos, um mês e seis dias de prisão por sonegação fiscal, em processo que corre desde junho de 2007, na 19 ª Vara Criminal do Rio. Graças a uma decisão judicial do início deste mês, porém, Fontes não será preso. Sua punição será o pagamento de 12 cestas básicas, de R$ 1 mil cada.

Metade delas será entregue ao Hospital Colônia de Curupaiti, em Jacarepaguá, e a outra metade à Fundação Colibri – Associação de Assistência ao Excepcional, na Lagoa. O ator prestará ainda serviços comunitários no mesmo período em que ficaria recluso, com carga de sete horas semanais. O ator entrou com recurso contra a sentença.

- Não houve sonegação, todos os impostos devidos foram pagos – disse o ator, afirmando que o filme já está pronto.

A ação refere-se ao período entre 1995 e 1997, quando Fontes iniciou a captação para o longa “Chatô – o rei do Brasil”, projeto abortado em 1999 pelo Ministério da Cultura, devido a suspeitas de uso indevido do dinheiro público. O filme foi orçado em R$ 12,5 milhões. Pela sentença, a empresa Guilherme Fontes Filmes Ltda deixou de pagar aos cofres públicos R$ 258.432,05, pois Fontes teria emitido notas fiscais em Guararema (SP), não no Rio, onde estava a sede da empresa, sem recolher ISS.

Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.

Teaser do filme JOGATINA

Governo e cineastas se unem contra a pirataria no setor do audiovisual nacional

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Ministério da Justiça quer coibir a prática da pirataria no setor do audiovisual brasileiro e para isso promete colocar em ação, a partir do fim de outubro, várias iniciativas envolvendo o governo federal e a classe cinematográfica. Com esse objetivo, o presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNPC), Luiz  Paulo Barreto, reuniu-se hoje (28) com cineastas e produtores na sede da Agência Nacional de Cinema (Ancine), no Rio de Janeiro.

“O cinema nacional está em forte evolução nesse momento. Vários filmes estão sendo lançados. E a gente tem a preocupação de que a pirataria acabe por prejudicar esses filmes”, afirmou Barreto.

O trabalho envolverá a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal, além de toda a indústria do cinema que será mobilizada. “Tanto os produtores como os distribuidores e exibidores, para tentarmos fazer uma contenção da pirataria, principalmente de filmes nacionais.”

Serão feitas ainda campanhas de sensibilização e educação sobre o tema pirataria para apopulação. As polícias estaduais também deverão ser recrutadas para participar de grandes operações de apreensão em feiras e camelôs em todo o Brasil.

A ideia é que medidas preventivas à pirataria já sejam tomadas desde o estúdio  onde o filme está sendo produzido. ” [As medidas devem começar] com o controle do acesso das cópias, começam também com o controle na hora de fazer a produção final, para que não vaze dentro da própria indústria, como  aconteceu com o [filmeTropa de Elite, que vazou dentro da linha de produção”, disse o presidente do CNCP.

Será feito também um trabalho com as salas de cinema. O objetivo é fazer com que a segurança seja mais rigorosa para impedir a entrada de câmeras de vídeo nas sessões. Luiz Paulo Barreto assegurou que boa parte das falsificações de filmes nacionais é feita dessa forma.

“A gente desconfia que algumas pessoas que fazem a exibição dos filmes podem estar facilitando que outras entrem fora do horário da sessão somente para gravar e depois jogar na pirataria. Essa é uma maneira também de pirataria que nós temos que conter.”

A produtora cinematográfica Paula Barreto, filha do cineasta Luís Carlos Barreto, elogiou a proposta de combate às falsificações no setor do audiovisual. “Está mais do que na hora de se fazer esse esforço conjunto, com comprometimento de todos os atores desse mercado, tanto do ministério, como a Polícia Federal e a Receita Federal, a Polícia Rodoviária, os exibidores, produtores, distribuidores. Se a gente não se unir em torno dessa questão, não vamos resolver.”

Ela acredita que, agora, com o envolvimento de todos, serão estabelecidos critérios e ações conjuntas para diminuir a pirataria. Segundo ela, os filmes nacionais vendiam anteriormente entre 400 mil a 500 mil DVDs. Hoje, não chegam a vender 25 mil cópias.

A produtora acrescentou que o mercado de falsificações gera perdas na arrecadação de impostos para o governo que chegam a R$ 30 bilhões. “São 2 milhões de empregos que se perdem para a pirataria”, disse a produtora. Ela está apostando, contudo, na eficácia das novas medidas para coibir esse crime. “Vamos estabelecer as ações e botar pra quebrar.”

Na próxima semana, o grupo técnico, formado por representantes do CNCP e da Ancine, voltará a se reunir, em Brasília, com produtores, exibidores e distribuidores de filmes para definir o plano de ação. “Vamos ver se com essas medidas, a gente consegue reduzir e até evitar a pirataria de filmes nacionais”, disse Luiz Paulo Barreto.

Edição: Lílian Beraldo


Campanella quer integração maior entre produtores da América Latina

da Efe, no Rio de Janeiro

O cineasta argentino Juan José Campanella defendeu nesta segunda-feira uma maior integração entre os produtores de cinema da América Latina e, para isso, considerou necessário que os povos aprendam mais sobre as diferentes culturas da região.

No entanto, o diretor atribuiu essa responsabilidade não ao cinema, mas aos sistemas educacionais, que, segundo ele, poderiam dar mais atenção à herança comum latino-americana.

“Em vez de aprender tanto a história dos fenícios e dos persas na escola, poderíamos estudar mais sobre os países da América Latina e, a partir disso, começar a se interessar um pouquinho mais pelos que nos cercam”, disse Campanella em entrevista à Agência Efe, dentro do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

Campanella visita o Brasil pela primeira vez e apresenta seu último filme, “O segredo dos seus olhos”, baseado no romance de Eduardo Sacheri. O longa fala sobre a reabertura de um caso judicial que, após 25 anos de investigação, ainda não foi resolvido.

Apesar do suspense da história policial, Campanella se mantém fiel a seu estilo e à sensibilidade com que trata a vida cotidiana, “com personagens críveis, de vidas muito comuns”, e com uma grande história de amor.

No longa, Campanella trabalha pela quarta vez com Ricardo Darín, que para ele é “um ator que maneja muito bem a passagem do drama à comédia” e que dá vida ao protagonista Benjamín, que decide reabrir o caso judicial com a esperança de fechar histórias de seu passado.

“É muito forte o que se fala sobre a memória, sobre o olhar para trás na vida de uma pessoa. Gosto que a motivação do personagem para reviver toda essa história seja se perguntar por que está só, e não encontrar um culpado”, explicou.

O passado está estampado nos filmes do diretor. Em “O filho da Noiva”, “O mesmo amor, a mesma chuva” e “Clube da Lua”, os personagens são prisioneiros de suas memórias e tentam se libertar delas.

Aos 50 anos, Campanella segue fazendo cinema com a esperança de que aproveite a grande tela para atingir gente que não conhece. “O cinema é comunicação. O Faço para que o povo veja, para contar uma história”, diz.

“Quando uma pessoa relaciona o filme com o que lhe acontece e até chega a acontecer uma mudança em sua vida por ver um filme meu, então isso é o melhor que pode acontecer”, confessa o cineasta.

O diretor, uma referência no cinema latino-americano, vê os prêmios de maneira prática: uma ferramenta para ajudar a divulgar os filmes e tornar possível que sejam vistos em locais onde não seriam normalmente exibidos.

Para ele, porém, o Oscar sim é “o prêmio”. Campanella tem esperança de que “O segredo dos seus olhos” possa ser escolhido pela Argentina para concorrer.

Enquanto vive a expectativa, Campanella se divide entre a direção de episódios de séries de televisão como “Law & Order” e “House”, e o cinema, que, como diz, se apresenta mais “em nível pessoal e interno”

Unesco homenageia “O Contador de Histórias”

O filme – que conta a história de um menino analfabeto que é ajudado por uma educadora aos 13 anos de idade e estreará em 7 de agosto -, recebeu a certificação da organização por chamar a atenção da sociedade para a importância da educação e da cultura na luta contra a pobreza e a exclusão social no país

Roberto Carlos Ramos é um garoto analfabeto que cresceu em uma entidade assistencial, recém criada pelo governo. Aos trezes anos de idade, após incontáveis fugas, ele é considerado “irrecuperável” pela direção do lugar, mas conhece uma pedagoga francesa que, ao demonstrar interesse em sua educação, coloca em xeque a descrença do menino no futuro.

Esse é o enredo do filme “O Contador de Histórias”, que, por ilustrar uma realidade muito parecida com a das outras 75 milhões de crianças que estão fora da escola, recebeu uma homenagem da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Segundo a entidade, atualmente, um em cada seis adultos é analfabeto e, por isso mesmo, situações como as que são propostas no filme, que levam a sociedade a refletir sobre a necessidade da educação e da cultura para a superação da pobreza e da exclusão social, são tão importantes.

A UNESCO decidiu presentear a produção de “O Contador de Histórias” com seu selo depois que uma das atrizes do longa-metragem, Maria de Medeiros – que também foi nomeada “Artista da UNESCO pela Paz”, em 2008 –, levou à Organização uma prosposta de apoio ao filme.

“Ao assistir à história de Roberto Carlos, depositamos nela a esperança de que a sociedade desperte para a visão de um novo futuro, em que todas as crianças brasileiras tenham acesso à educação, à saúde e à cidadania. Basta serem ajudadas”, disse o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny.

V.I.D.A. é o vencedor do Festival do Satyros!!!!!!

É com muito prazer que informamos que o curta-metragem ganhou os premios de:

MELHOR FILME

MELHOR DIREÇÃO

MELHOR ATRIZ PARA ANA MARIA SAAD (que dividiu o premio nessa categoria com a atriz Rosamaria Murtinho).

Agradecemos a organização do festival, aos jurados e todos que torceram por nossa vitória!

V.I.D.A. é indicado em 5 categorias para premio do Festival Satyros!

Hoje o dia será agitado para todos nós do projeto Pensamentos Filmados!

O primeiro curta-metragem do projeto V.I.D.A. foi indicado em diversas categorias no Festival Satyros.

As indicações são:

- MELHOR CURTA-METRAGEM

- MELHOR ROTEIRO (Ana Maria Saad, Geison Ferreira, Vinicius Zinn)

- MELHOR FOTOGRAFIA (Rafael Valese)

- MELHOR ATOR (Vinicius Zinn)

- MELHOR ATRIZ (Ana Maria Saad)

A entrega será realizada hoje (27/07) as 20 horas no Espaço dos Satyros 2 (Praça Roosevelt, 134 – consolação).
Entrada Franca.
E as 21:30 vai rolar a exibição do curta-metragem “RESSACA” do nosso amigo Rene Brasil. Protagonizado pela atriz Ana Maria Saad, o filme já está fazendo barulho em varios festivais e a exibição será no Espaço Unibanco.

PROGRAMA DE FOMENTO AO CINEMA PAULISTA – 2009

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por meio da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural, torna público que, até o dia 14 de agosto de 2009, estarão abertas as inscrições para o “PROGRAMA DE FOMENTO AO CINEMA PAULISTA-2009“, Programa que visa apoiar a PRODUÇÃO e a FINALIZAÇÃO de obras cinematográficas de longa-metragem nos gêneros ficção, animação e documentário, de empresas brasileiras de produção independente, de acordo com as condições e exigências do presente Regulamento.
  • Data Inicial: 30/06/2009
  • Data Final: 14/08/2009

http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.f1bd859ccd1f77cbc6e76510ca60c1a0/?vgnextoid=6d1cff66e6c22210VgnVCM1000004c03c80aRCRD&vgnextchannel=bbdc4a3c667bb110VgnVCM100000ac061c0aRCRD

EDITAL PRÊMIO ESTÍMULO DE CURTA-METRAGEM 2009

A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA torna público que, a partir de 14/07/2009 a 01/09/2009, estará recebendo, no Núcleo de Protocolo e Expedição da Secretaria, na Rua Mauá, 51 – andar térreo, de segunda à sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00 horas, inscrição dos interessados em concorrer ao Prêmio Estímulo de Curta-Metragem – 2009, CONCURSO que se regerá pela Lei Estadual nº 6.544/89, pela Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e respectivas alterações, assim como pelas demais normas legais e regulamentares pertinentes à espécie, inclusive pela Resolução SC – 09/91, Resolução SC – 35/2009 e pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
  • Data Inicial: 14/07/2009
  • Data Final: 01/09/2009

http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.f1bd859ccd1f77cbc6e76510ca60c1a0/?vgnextoid=f4ef6871df142210VgnVCM1000004c03c80aRCRD&vgnextchannel=bbdc4a3c667bb110VgnVCM100000ac061c0aRCRD

Trailer do filme V.I.D.A.

Secretaria do Audiovisual divulga o resultado da primeira etapa do concurso

Roteiros Cinematográficos 2009

Secretaria do Audiovisual divulga o resultado da primeira etapa do concurso

Foi publicada nesta segunda-feira, 1º de junho, no Diário Oficial da União (páginas 34 a 39), a Portaria nº 4 contendo a relação de projetos deferidos e indeferidos do Edital de Concurso de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos, Inéditos, de Longa Metragem, do Gênero Ficção 2009.

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) recebeu 891 projetos inscritos, sendo que 869 foram deferidos e 22 indeferidos. Os proponentes que tiveram os projetos indeferidos serão comunicados, e a partir do recebimento do comunicado terão cinco dias úteis para interpor recurso contestando o motivo do indeferimento.

Edital de Roteiros 2009

Lançado em 20 de janeiro de 2009 pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, o concurso oferecerá o prêmio de R$ 50 mil para cada um dos 10 escolhidos no final da segunda etapa de seleção. Desse total, pelo menos quatro roteiristas deverão ser estreantes, ou seja, que nunca tiveram a oportunidade de produzir e veicular um roteiro de longa metragem de ficção na televisão e/ou cinema.

Com o objetivo de estimular novos talentos em todo o país, o edital teve 891 inscritos, dos quais 56 eram não estreantes. Os estreantes somaram 835 inscritos, ou seja, 93,7% do total.

O concurso da Secretaria do Audiovisual também apostou na descentralização, limitando, no máximo, quatro projetos para cada uma das cinco regiões do país, premiando dois roteiros por cada unidade da federação.  A maioria dos projetos selecionados veio da região Sudeste, seguido pelas regiões Nordeste, Sul, Centro Oeste e Norte.

Os 869 projetos deferidos serão examinados por uma Comissão designada pela SAv/MinC e composta por especialistas renomados da área. A Portaria nº 4 (de 29 de maio de 2009) foi divulgada em Destaque do Diário Oficial, na página principal do site da Imprensa Nacional:  www.in.gov.br.

Leia a Portaria.

‘Estômago’ é eleito melhor filme do cinema nacional de 2008

G1 – Portal de Notícias da Globo, Da Redação, 15/04/2009

Academia Brasileira de Cinema premiou as produções nacionais. ‘Meu Nome Não é Johnny’ também se destacou com seis troféus

Os vencedores da maior premiação do cinema brasileiro em 2008 foram anunciados na noite desta terça-feira (14) no Rio de Janeiro, em uma disputa entre mais de cem filmes.

Tapete vermelho para receber os artistas que se destacaram nas telas de todo o país, na maior premiação do cinema nacional. “Vou encontrar os meus amigos, me diverti muito, levar alguns prêmios. É uma festa bonita, é nossa”, afirma o ator, Tony Ramos.

A atriz Marília Pêra e o diretor Daniel Filho foram os mestres de cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que escolheu vencedores em 25 categorias.

Os ganhadores levaram o troféu Grande Otelo e prêmios especiais, oferecidos pela Academia Brasileira de Cinema. “É inacreditável como tem gente boa fazendo cinema nesse país”, disse o presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias.

O homenageado desta edição do prêmio foi o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos precursores do Cinema Novo, e reconhecido internacionalmente pelo clássico “Vidas Secas”, de 1963.

Cineastas, atores, técnicos. Ao todo, mais de mil profissionais foram indicados ao prêmio. Participaram da seleção todos os filmes lançados em 2008 mais de cem produções, entre longas-metragens nacionais de ficção, documentários e filmes estrangeiros.

Entre os finalistas, alguns tiveram até 14 indicações. Caso dos filmes “Estômago” e “Meu Nome Não é Johnny”. “Eu estou aproveitando bem as oportunidades e faço parte de uma geração que tem o cinema como uma fonte de expressão do artista”, disse o ator, Selton Mello. Logo no começo da premiação, “Meu Nome Não é Johnny” levou quatro troféus, melhor montagem, som, trilha sonora original e atriz coadjuvante, para Julia Lemmertz.

“Ensaio Sobre a Cegueira”, do diretor Fernando Meirelles, concorria a 13 troféus. E venceu principalmente em categorias técnicas como melhor direção de arte, fotografia, efeitos visuais e maquiagem. “É um filme falado em inglês, apesar de ser um filme brasileiro. Fotógrafo, diretor de arte, maquiador, música. Tudo brasileiro”, afirma o diretor.

Melhor filme

“Estômago”, dirigido por Marcos Jorge, levou o prêmio de melhor ator coadjuvante, para Babu Santana, e foi eleito o melhor filme pelo voto popular.
Os membros da Academia Brasileira de Cinema parece que seguiram o voto popular. Um dos campeões de indicações nesta noite, “Estômago”, levou os prêmios mais importantes: melhor longa-metragem de ficção e melhor diretor para Marcos Jorge.

“Meu Nome Não é Johnny ” foi o que levou mais prêmios. Seis ao todo, incluindo de melhor ator, para Selton Mello. Melhor atriz foi para Leandra Leal pelo filme “Nome Próprio” e melhor longa-metragem de documentário foi “O Mistério do Samba” , filme de Carolina Jabor e Lula Buarque de Holanda, produzido por Marisa Monte. O filme conta a história da velha guarda da Portela.

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