Famosos apoiam campanha pelos telhados brancos

Criada, em 2009, por Thassanee Wanick, presidente do Green Building Council Brasil, para ajudar a combater o aquecimento global, a campanha pelos telhados brancos – One Degree Less – entra em nova fase, com a adesão de personalidades da moda, da TV, da música e dos esportes

Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 23/04/2010

Enquanto um acordo internacional contra as mudanças climáticas não sai, o Green Building Council Brasil convida os brasileiros a participar da campanha One Degree Less, que incentiva a adoção de telhados brancos em casas, edifícios, lajes e galpões para ajudar a reduzir a temperatura do planeta em um grau. Ou seja, ajudar a combater o aquecimento global.

Lançada em 2009 por Thassanee Wanick, fundadora e presidente da ONG, a campanha recebeu o apoio do secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, no exterior. Por aqui, teve a adesão de diversas empresas, como a Du Pont do Brasil, e também do secretário da Habitação de São Paulo e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, que assinou parceria para pintar os telhados de conjuntos habitacionais, em Ilhabela, que já oferecem soluções sustentáveis como aquecedores a luz solar e o uso de madeira certificada. Todo o esforço realizado até agora resultou na pintura de 450mil m2, o que equivale à retirada de 45 mil carros de circulação ou 45 mil toneladas de CO2*.

“Queremos que todos pensem sobre o problema do aquecimento global e percebam que não é possível ficar parado. Que é necessário agir já!”, salienta Thassanee. “Cientistas falam sobre o aquecimento do Oceano Atlântico sul há mais de uma década, mas somente agora estamos vendo tragédias como as que ocorreram no Rio de Janeiro, recentemente. Então, se quisermos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, esse é o momento de fazer alguma coisa”, convida.

Agora, em nova fase – que visa disseminar mais amplamente os benefícios dessa prática e tem o slogan “Ajude a parar o aquecimento global. Pinte seu telhado de branco” – a campanha conquista a participação de personalidades de diversas áreas, como o ex-jogador de futebol Raí, os atores Cristiane Torloni, Sérgio Marone e Fernanda Paes Leme, a atleta Fernanda Murer, a modelo Caroline Bittencourt, o cantor Toni Garrido e a consultora de moda Costanza Pascolatto. Nas fotos de outra personalidade – o fotógrafo Maurício Nahas –, eles exibem a palma da mão pintada de branco e em sinal de Pare! Todos os profissionais envolvidos nessa campanha trabalharam gaciosamente, assim como a agência Moma Propaganda. E, para divulgar a mensagem da One Degree Less, o GBC Brasil também contará com o apoio da mídia.

A eficácia da campanha do GBC Brasil é sustentada por dados do Lawrence Berkeley National Laboratory, seu grande apoiador. Segundo o laboratório norte-americano, as superfícies pintadas de branco ajudam a diminuir os efeitos da incidência solar. “Estima-se que, para cada 100m2 de cobertura pintada com cor branca, são compensadas 10 toneladas de CO2 emitidas/ano”, explicaThassanee.

De acordo com o GBC Brasil, estes são os benefícios dos telhados brancos:
- diminuição das ilhas de calor de prédios e casas;
- diminuição da emissão de CO2;
- ajuda a refletir os raios solares de volta para o espaço;
- fácil aplicação e pouca manutenção (existem tintas e materiais autolimpantes que facilitam a manutenção e evitam que as superfícies precisem ser pintadas novamente, por muitos anos);
- resultado imediato e alto impacto;
- reduz custos com ar condicionado e ventilador e
- ação eficiente no combate ao aquecimento global.

Para obter informações sobre a campanha One Degree Less, procure o Green Building Council Brasil: (11) 4191-7805.

*Dados do GBC Brasil

pegada ecológica

O Dia “D” do Consumo

A cada ano que passa, o consumo da humanidade supera mais rapidamente a capacidade de regeneração do planeta

Do Instituto Akatu – 03/2008

Em 2007, no dia 6 de outubro, faltando quase três meses para o Reveillon, a humanidade já havia consumido todos os recursos naturais que o planeta seria capaz de repor naquele ano. Como estamos gastando cada vez mais rápido os recursos naturais, esse dia “D” acontece cada vez mais cedo. Em 1987, o ano do primeiro Ecological Debt Day, como é chamado o dia em que a humanidade passa a estar em débito em relação ao meio ambiente, ocorreu no meio de dezembro. Em 1995, ele pulou para o dia 21 de novembro. E no ano passado, chegou à marca histórica de 6 de outubro.

Essa diferença entre o que o planeta é capaz de regenerar e o consumo efetivo das populações humanas provoca um saldo ecológico negativo que vem se acumulando ano após ano, desde a década de 80, e compromete, no longo prazo, a capacidade de sobrevivência da humanidade e de manutenção da vida no planeta como a conhecemos hoje.

O cálculo é feito pela Ong internacional Global Footprint Network, que tem entre seus integrantes o ambientalista e conselheiro do Instituto Akatu, Fábio Feldman e o pesquisador William Rees, da universidade canadense de British Columbia. Ress é co-autor da ferramenta conhecida como Pegada Ecológica, que serve de base para a análise de impacto do consumo apresentada ao mundo pela Ong.

A pegada ecológica permite calcular qual é a área (em hectares) necessária para produzir tudo aquilo que consumimos e, ainda, absorver os resíduos desses processos, em um ano. A conta é feita considerando toda a quantidade de água e de espaço físico necessários para o plantio, pastagem, pesca etc.. Todo esse conjunto é chamado de “biocapacidade” do planeta, ou seja, a habilidade dos sistemas ecológicos de gerar recursos e absorver resíduos em um determinado período.*

Ao calcular o dia em a Pegada Ecológica total da Humanidade é igual à biocapacidade da Terra (ambos medidos em hectares por ano), os pesquisadores identificam em qual data a população da Terra atinge o seu limite de consumo para o período. De modo simples, esse é o dia em que começamos a usar mais recursos ambientais do que a Terra é capaz de renovar, em um ano. A partir desta data, o planeta funciona no vermelho.

JUROS
Os “juros” cobrados pela natureza devido ao excesso de consumo já são conhecidos. Eles podem ser percebidos na forma de perda de bens e serviços ambientais – como a manutenção do equilíbrio climático. Modificar o padrão de exploração dos recursos e passar a usar apenas o que a natureza é capaz de produzir é a resposta para saldar a dívida e resolver um problema que se agrava continuamente.

“A humanidade tem várias saídas para mudar esse quadro, mas se permanecermos na inércia a e não fizermos nada, já sabemos que as conseqüências serão gravíssimas”, analisa o Prof. Genebaldo Freire Dias, Doutor em Ecologia e autor de diversos livros sobre a Pegada Ecológica. Infelizmente, os dados indicam que as mudanças adotadas até hoje são tímidas para alterar o rumo dessa história. Pelo contrário, os impactos parecem ser cada vez maiores.

Em 1961, quando os cálculos da Pegada Ecológica começaram a ser realizados pela Global Footprint Network, a população humana já usava 70% da capacidade produtiva da Terra. Mas foi em 19 de dezembro de 1987, a primeira vez que consumimos mais recursos do que o planeta era capaz de renovar, em um ano.

Segundo os cálculos da pegada ecológica, feitos pela Global Footprint Network e publicados pelo WWF (World WildLife Fund) no relatório “Living Planet Report 2006″, em 2003 a população da Terra já consumia 25% a mais do que os sistemas biológicos poderiam renovar. Hoje, dados da mesma organização apontam um saldo negativo de 30%. Esse excedente de consumo (conhecido como “overshoot” pelos pesquisadores) significa que seriam necessários 1 ano e 110 dias -  475 dias – para que a Terra pudesse ser capaz de produzir novamente o que a população mundial consumiu no período de um ano, ou seja, em 365 dias. E, segundo a Global Footprint Network, o acúmulo desse consumo excedente ao longo dos anos acaba gerando um “déficit ecológico”, que compromete a integridade dos sistemas naturais.

Para entender a situação, na prática, imagine uma floresta, onde as árvores são cortadas mais rápido do que as novas mudas podem nascer e se desenvolver. Em algum tempo, o número total de árvores na floresta irá diminuir. Frutos, sombra, raízes etc. que ajudam a manter a qualidade do solo, a temperatura e a disponibilidade da água e alimentos também passarão a existir em menor quantidade, comprometendo a possibilidade da flora e fauna sobreviverem naquele ambiente. O mesmo pode acontecer com outros recursos, como as espécies de peixe comercialmente pescadas, as áreas agriculturáveis etc.

Se um processo semelhante ocorre em diversos locais da Terra continuamente, o que acontece é a diminuição dos recursos existentes no planeta assim como da capacidade da natureza de responder aos impactos e se recompor. Desse modo, é como se alguém gastasse muito mais dinheiro em um ano do que é capaz de ganhar. Com o passar do tempo, sua dívida ficaria tão grande que mesmo que trabalhasse muito e ganhasse mais dinheiro, seria difícil saldar o déficit. O risco é a exaustão da capacidade do sistema de gerar recursos, assim como das forças do trabalhador.

Em termos globais, hoje, precisaríamos de 1,3 planetas Terra para manter os atuais padrões de consumo, sem comprometer a capacidade de renovação da natureza. Naturalmente, o grande problema é que vamos continuar a ter apenas um, enquanto as demandas de consumo e a própria população não param de crescer.

No ano 2000, por exemplo, gastou-se no nosso planeta em compras de produtos ou serviços domésticos, mais de 20 trilhões de dólares, quatro vezes mais do que em 1960, quarenta anos antes. Porém, nesse mesmo período a população da Terra dobrou, o que significa que cada pessoa, em média, passou a consumir duas vezes mais.

Não é possível prever até que ponto a Terra será capaz de resistir aos avanços consumistas da humanidade, diz Brooking Gatewood, gerente da Global Footprint Network, responsável pelos cálculos da Pegada Ecológica da Humanidade. “Nós não temos uma estimativa de quanto tempo levará até um ‘colapso ecológico’ ou a exaustão da capacidade da Terra de regenerar os recursos. Isso é impossível dizer, mas nós podemos afirmar que nossas analises mostram que, se a humanidade continuar adotando o modelo de desenvolvimento e consumo atuais, nós precisaremos de 2 planetas Terra em 2050, para prover os recursos que demandaremos”, afirma Gatewood.

Na realidade, os cenários futuros traçados com base nos números da pegada ecológica mostram que há que se buscar, sem demora, um modo de consumir diferente,      que inclua a consciência dos impactos que causamos ao nosso redor, sob pena de transformar a crise ecológica num processo irreversível. “É necessário buscar uma mudança profunda de paradigma para efetivamente solucionar os problemas que estamos vivendo no momento. A compreensão pode vir pelo bolso, pela educação ou pelo sofrimento. Resta saber qual maneira a nossa sociedade vai escolher”, analisa o Prof. Freire.

Agindo para solucionar – Mas o que cada um de nós pode fazer individualmente para diminuir a pegada ecológica da humanidade? Em primeiro lugar tomar consciência do problema e procurar saber quais são os impactos do seu estilo de vida – na sociedade, na natureza e sobre si mesmo. Há muita coisa que se pode fazer, partindo do princípio de reavaliar o consumo, seja de bens materiais ou de recursos naturais, ao tomar consciência de que dependemos destes para sobreviver. “As pessoas hoje esquecem que existe uma base biológica de sustentação da vida. Principalmente nas grandes cidades, onde o consumo é maior e a distância da natureza é grande. Sem essa base (biológica), não tem carro novo, nem shopping center, nem viagem para o Caribe”, desabafa o professor Freire.

O Brasil tem uma pegada ecológica média de 2,1 hectares por habitante por ano, número superior à média mundial sugerida para que atingíssemos um padrão de consumo sustentável hoje, que seria de 1,8 (hectares/hab./ano), mas bastante próxima da média mundial per capta de 2,2.

Você pode descobrir qual é a sua pegada ecológica no The Green Initiative. Vale a pena fazer uma visita, descobrir como anda o seu ritmo de consumo dos recursos naturais e ver se não está na hora de repensar os hábitos. Para ajudá-lo nessa missão, o Akatu confeccionou os 12 Princípios do Consumidor Consciente que estão disponíveis na home-page do Akatu na seção de Publicações/Manuais Práticos de Consumo Consciente.

SAIBA MAIS SOBRE A PEGADA ECOLÓGICA E MOBILIZE-SE
A Global Footprint Network e seus 85 parceiros internacionais realizam todos os anos uma campanha internacional de mídia para divulgar o Ecological Debt Day e a Earth Day Network organiza em abril a comemoração do Dia da Terra, em todo mundo.

Quem quiser participar das campanhas internacionais pode acessar o www.footprintnetwork.org ou www.earthday.net.

O relatório do WWF “Living Planet Report 2006″, que reúne informações gerais sobre a Pegada ecológica e os dados citados nessa reportagem pode ser encontrado na Global Footprint Network.

* O conceito foi desenvolvido pelos pesquisadores Mathis Wackernagel e Willian Hees e pode ser aplicado tanto para medir o impacto de um indivíduo de uma nação, ou até mesmo de toda a população humana sobre o planeta.

Como salvar o mundo sem fazer força

Para defender o meio ambiente, você não precisa se amarrar a uma árvore! Sugerimos ações para você ser amigo do planeta quase sem sair da cadeira

Bruno Favoretto e Nicole Jackson
Revista Men’s Health – 03/2008

Para preservar os recursos naturais do planeta e ainda ir à happy hour com a galera, basta uma poltrona, a internet e esta revista. Pequenos passos conduzem a grandes resultados (não cansamos de frisar isso na MH) e em nenhuma área isso é tão verdadeiro quanto na ambiental. Mudanças mínimas parecem insignificantes, mas multiplique-as por milhões de pessoas e avalie. A seguir, você tem o melhor guia de sustentabilidade feito para ecologistas de sofá.

A.
Gaste menos energia (principalmente a sua) – O que fazer? Invista em tralhas amigas do planeta

1. Troque a lâmpada.
Convidou a namorada para um jantarzinho íntimo? Prefira luz de velas. Mas, como não dá para viver como os Flintstones o tempo todo, compre lâmpadas certificadas pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (selo Procel), que oferecem boa iluminação com baixo consumo. Só para comparar, a Compacta Flúor da FLC, com apenas 9 watts, ilumina tanto quanto uma lâmpada sem selo de 40 watts. “Elas também reduzem o consumo de energia em até 80%”, acrescenta Miriam Duailibi, coordenadora do Instituto Ecoar, ONG paulistana que realiza projetos de educação ambiental pelo país afora.

2. Feche a torneira.
Como diz a canção Hágua, de Seu Jorge, “água doce, bebível, potável está acabando”. Além do desperdício, apenas 0,3% da água do planeta é doce. “Para economizar, instale no bico das torneiras um arejador de vazão constante, à venda nas lojas de material de construção. Ele reduz o consumo de 15 para 6 litros por minuto”, explica o engenheiro Carlos Lemos da Costa, consultor especialista em uso racional de água, de São Paulo.

2. Mude de privada.
O vaso sanitário do seu banheiro foi instalado antes de 2003? Então é hora de substituí-lo por um que tenha a inscrição 6 LPF (6 litros por função) e consuma apenas esse volume de água na descarga. Para gastar menos, coloque a válvula Duoflux, da Deca, que usa só metade (3 litros) se o objetivo é mandar embora apenas urina. “Bacias instaladas antes daquele ano chegam a gastar 15 litros por operação. A troca gera uma economia de 80%”, aponta Lemos da Costa. Assim você evita que seus netos vivam na seca, pois a água da descarga é tão pura e potável quanto a da torneira.

B. Vá para o tanque – O que fazer? Dê uma geral na área de serviço

1. Compre sabão ecológico.
Em Santo André (SP), o Instituto Triângulo é uma ONG que fabrica e vende sabão biodegradável produzido com óleo de cozinha reciclado (2,50 reais o quilo). “Ele evita a poluição provocada pelo óleo jogado na pia”, frisa Paulo Correia, diretor da organização. Em outras palavras, a química diabólica não vai transformar os filhos dos seus filhos em mutantes com três olhos.

2. Evite a secadora de roupas.
Como ela gasta muita energia, as usinas têm que detonar CO2 no ar para alimentá-la. Um levantamento da Organização de Renovação Ambiental, em São José dos Campos (SP), diz que trocar a secadora pelo varal durante meio ano pode reduzir até 317 quilos em emissões de CO2. Pendure a roupa e espie as calcinhas no varal de sua vizinha – desde que ela não seja a Dercy Gonçalves.

C. Emita menos gases – O que fazer? Maneire no repolho e não tenha uma vaca

Suas bufas contêm gás metano (CH4), 23 vezes pior para o efeito estufa que o dióxido de carbono (CO2). É científico! Mas não precisa segurar: seu bombardeio emite, em média, 700 mililitros de gases por dia e só 26 são metano. Uma quantidade irrisória para ferrar o meio ambiente, em comparação às vacas, que soltam 250 ml por peido. Especialistas crêem que o gado é o terceiro maior poluente do planeta.

D. Não vá ao banco – O que fazer? Pague as contas pelo computador

Use o banco online. Indo ao caixa eletrônico para pagar suas contas, você sai de casa, gasta combustível, perde tempo e paciência. Quite tudo pela internet. E não imprima o comprovante de pagamento da fatura do cartão (ele fica disponível online). Assim você contribui para diminuir a derrubada de florestas – só nos EUA os impressos bancários causam a morte de 16 milhões de árvores por ano. E gastam energia suficiente para abastecer durante um ano uma cidade do porte de Campinas (SP).

E. Desacelere e adote os 3 erres: reduzir, reutilizar, reciclar – O que fazer? Produza menos sujeira, leve sacolas ao supermercado e dê um bom fim aos celulares velhos

1. Reduzir.
Significa produzir menos lixo. Só em São Paulo são geradas todo dia 15 mil toneladas – 9 mil vêm das residências, segundo a prefeitura. É muita porcaria! Reduza o lixo, por exemplo, comprando frutas, verduras e legumes avulsos, em vez daqueles embalados em bandejas plásticas e filme transparente. Seu filho gosta das maçãs da Turma da Mônica, mas seja firme: é para o bem dos filhos dele.

2. Reutilizar.
Quarenta por cento das embalagens jogadas no lixo em São Paulo são de plástico, que demora dezenas de anos para se decompor. Ao levar uma mochila ou uma sacola ao supermercado para transportar as compras do churrascão de domingo, você evita a proliferação das sacolas plásticas, que provavelmente vão acabar entupindo um bueiro na próxima enchente ou asfixiando uma tartaruga marinha.

3. Reciclar.
Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), os níveis de gases causadores do efeito estufa podem triplicar até 2100. Um dos mais danosos é o níquel-cádmio das baterias de celular. Para dar um fim nelas, procure uma autorizada da Sony Ericsson, eleita pelo Greenpeace campeã mundial em descarte sustentável de baterias. Numa dessas você ainda vende aquela velharia sem Bluetooth que está na gaveta das cuecas. Se não vender, fique com a consciência limpa que a bateria será sepultada como merece.

F. Tome menos banho – O que fazer? Pegue uma ducha com sua namorada

1. Entre e saia do chuveiro.
Melhor ainda, ponha alguém lá dentro com você. E só abra a torneira quando necessário. O engenheiro Lemos da Costa afirma que quatro minutos é o período de banho ideal para evitar o apagão de energia elétrica e economizar nas contas de água e luz. O resto do tempo é para ensaboar (com o chuveiro desligado) e… você sabe.

2. Lave menos louça.
O ato usa 63 litros de água – e até absurdos 150 litros, com a torneira aberta -, enquanto uma lava-louças gasta 15 litros por ciclo. Preguiçoso como é, você já tem uma dessas, não?

G. Cole no seu camarada motorizado – O que fazer? Economize combustível e viaje pelo Brasil

1. Vá de carona.
A cada quilômetro rodado, um carro a gasolina despeja 27,7 gramas de CO2 no ar. Vai demorar até que todos adotem a bicicleta e pedalem rumo a um mundo mais verde (embora seja uma boa idéia para se livrar da barriga), mas há maneiras de reduzir o uso do carro. Organize um rodízio com os colegas. Você já tem que agüentá-los o dia inteiro, mas é para o bem dos pingüins da Patagônia.

2. Fique por aqui mesmo.
As viagens aéreas têm efeitos nefastos sobre as mudanças climáticas. Segundo o site inglês CO² Balance, um vôo de ida e volta entre Rio de Janeiro e Londres joga 2,04 toneladas de CO2 na atmosfera. Então pense em tirar férias no Brasil. Você não vai admirar as relíquias do British Museum, mas também não terá que ver a bunda branca das britânicas!

Pneus inúteis recebem destino nobre

200 milhões de unidades foram coletadas pela Reciclanip – programa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – e encaminhadas para fins ecológicos adequados. Fiesp homenageou a iniciativa.

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável 

A meta atingida na coleta e destinação adequada de pneus inservíveis bateu recorde: 200 milhões de unidades encaminhadas para fins ambientalmente corretos. Para se ter uma ideia, o número equivale a quantidade de pneus necessária para equipar duas vezes toda a frota de automóveis do Brasil, que é estimada, hoje, em 25 milhões de carros. 

A iniciativa é da Reciclanip, entidade que pertence a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) e que é, atualmente, uma das maiores organizações da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo. Considerando a grande contribuição que a atividade tem dado ao meio-ambiente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) resolveu homenageá-la ontem, 23 de março, na própria sede da Fiesp. 

Os pneus coletados, que pesam cerca de um milhão de toneladas, receberam diversos destinos diferentes. Entre eles, a fabricação de pó de borracha para asfalto, a produção de combustível alternativo para a indústria de cimento e, ainda, a utilização da substância como matéria-prima para confeccionar solados de sapato e dutos fluviais. 

Além da contribuição ecológica, o reaproveitamento dos pneus estimula, também, a economia do país. A atividade gera empregos, impostos e, ainda, alimenta outras indústrias, caracterizando uma ótima oportunidade para o Brasil.

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Ecologia direto da internet

Aproveite a rede para preservar o meio ambiente, reciclar o lixo e reaproveitar vários materiais

Lorena Verli
Revista Ana Maria 

Você gostaria de ajudar o planeta mas não tem ideia de como começar a reciclar seu lixo? Quer poupar água e energia sem precisar tomar banho gelado de baldinho? Gostaria de prejudicar menos o planeta mas acha que isso é muito complicado? A resposta para todas essas perguntas está ao alcance dos seus dedos: basta passear na internet.

Se você nunca pensou nisso, saiba que é possível encontrar na rede vários portais com dicas de como ajudar o meio ambiente.

AnaMaria garimpou os melhores sites que trazem vídeos ambientais, móveis fabricados com garrafas PET, artesanato feito de sucata e muito mais. Com pouco trabalho, você descobre as novidades e pode fazer a sua parte sem gastar dinheiro.

É possível ajudar o planeta sem abrir mão do conforto nem gastar dinheiro!

7 SITES PARA SER MAIS ECOLÓGICA: 

Assista vídeos ambientais www.eco1.com.br

O portal é semelhante ao YouTube: as pessoas gravam vídeos e colocam lá para que outros possam assisti-los. A única diferença é que ali só entram vídeos sobre educação ambiental. Aproveite a oportunidade para ensinar seu filho a proteger o planeta. 
Faça artesanato com sucata www.artereciclada.com.br
Aqui tem de tudo: árvore de Natal com folhas de revista, luminária de latinha, cortina de garrafa PET… Com um passo-a-passo bem organizado, o site reúne projetos de vários artesãos e traz dicas para quem adora colocar a mão na massa. 

Organize a coleta seletiva da sua casa www.akatu.com.br
O site mostra como é fácil preservar o meio ambiente. Traz dicas para evitar o desperdício de água e energia, além de orientações sobre como separar o lixo reciclável. 

Descubra quem recebe os recicláveis www.recicloteca.org.br
Quer saber para onde enviar o material separado em casa? No link “Quem recebe recicláveis”, você descobre quais empresas da sua região reaproveitam materiais. 

Mantenha-se atualizada sobre o meio ambiente www.planetasustentavel.com.br
Coletânea de matérias verdes publicadas por várias revistas brasileiras. Traz textos reflexivos e orientações práticas para o dia-a-dia. 

Conheça móveis feitos com garrafas PET www.ecoblogs.com.br
Reúne vários blogs que trazem idéias diferentes de artesanato com materiais recicláveis. Dá pra fazer cadeiras e sofás com garrafa PET ou luminárias reaproveitando materiais domésticos. 

Diminua o impacto do efeito estufa www.iniciativaverde.org.br
Incentiva o plantio de árvores para compensar os gases que emitimos ao andar de ônibus, consumir energia elétrica…

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