Inscrições de Projetos Culturais 2011 – Centro Cultural Banco do Brasil

pra quem ainda não se inscreveu, corre que dá tempo!

Inscrições até 01 de junho

O Banco do Brasil abre inscrições para programação 2011. Os projetos selecionados irão compor a grade de programação dos Centros Culturais Banco do Brasil Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, nas áreas de música (popular, erudita e instrumental), exposições (pintura, escultura, fotografia, gravura, instalação, multimídia e outros), artes cênicas (teatro, dança, performance, circo, ópera), cinema e vídeo (mostras e festivais), programa educativo (oficinas, cursos e visitas orientadas) e ideias (palestras, seminários e conferências).
As inscrições são gratuitas, vão de 1º de maio a 1º de junho de 2010 e estão abertas a pessoas físicas e jurídicas, de qualquer nacionalidade e região do País, sendo feitas exclusivamente pelo site www.bb.com.br/cultura.

Mais Informações: 61- 33107081 ou www.bb.com.br/cultura

Dinheiro para fazer arte

Diário Catarinense, caderno Variedades, por Renê Müller, em 13/05/2010

Funarte lança editais de fomento para distribuir R$ 56,8 milhões às áreas de produção do setor. Presidente da entidade, Sérgio Mamberti, fala dessas ações

RENÊ MÜLLER

Aos 71 anos, Sérgio Mamberti está à frente do que pode ser considerado seu maior desafio. Para um ator que participou de montagens teatrais como Navalha na Carne, de Plínio Marcos, e filmes como O Bandido da Luz Vermelha, e dezenas de novelas, isso não é pouco. Como presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), ele lidera uma das maiores mobilizações públicas de fomento à atividade artística.

Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento. São em áreas das mais diversas: teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.

- Esses editais já espelham um pouco as diretrizes definidas pelos colegiados setoriais, dentro do Plano Nacional de Cultura. Estamos abrindo um espaço grande para fotografia, literatura e também arte digital. As residências artísticas, que tem tido um papel importante no país, também receberão atenção – explica.

Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido.

Pela primeira vez, foram lançados editais para seleção de festivais. Há prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular.

Orçamento recorde na pasta beneficia projetos Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez (veja box).

Outras novidades: bolsa para criação literária, e apoio a 60 trabalhos de reflexão crítica e teórica na internet – estes, além dos 30 de reflexão crítica e teórica da cultura brasileira.

O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões, sete vezes maior que o de 2003, e o maior em 20 anos de história da Fundação. Segundo Mamberti, isso foi resultado das conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

- Conseguimos chegar enfim a 1% do Orçamento nacional, que era um objetivo. Temos a possibilidade real de experimentar uma simulação dos fundos de cultura da nova Lei Rouanet – destaca Mamberti, que recebeu semana passada o título de Cidadão Paulistano.

Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país. Os editais, fichas de inscrição e mais informações estão disponíveis em www.funarte.gov.br. Atenção: alguns dos editais serão encerrados no final desse mês.

Novidades das artes visuais

Edital de Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais

Neste ano, a Funarte selecionará 15 projetos de pessoas jurídicas voltados para a promoção de salões regionais ou para a produção de festivais de fotografia e de performances. Cinco deles receberão R$ 260 mil e os outros 10 ganharão R$ 95 mil para desenvolver sua proposta.

Total em investimentos: R$ 2,4 milhões

Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010 – Ocupação dos Espaços Funarte

Este edital possibilitará que artistas, coletivos ou empresas de natureza cultural realizem exposições gratuitas nos Espaços Funarte de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Quinze proponentes poderão produzir suas exposições com prêmios que variam entre R$ 40 mil e R$ 80 mil. Profissionais de variados segmentos das artes visuais e de diversas regiões do Brasil serão projetados publicamente com a exibição de seus trabalhos.

Total em investimentos: R$ 930 mil

Projeto 11º Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia

Através do Prêmio Marc Ferrez, a Funarte difunde e fomenta a reflexão e a produção artística no campo da fotografia. Em 2010, a premiação contemplará 36 pessoas físicas que queiram desenvolver projetos inéditos. Cada uma delas receberá até R$ 40 mil. As propostas devem estar relacionadas a uma das três categorias a seguir: pesquisa, experimentação e criação em linguagem fotográfica; documentação fotográfica ou registro das transformações do cotidiano na sociedade; produção de conhecimento por meio de apoio ao pensamento crítico e teórico.

Total em investimentos: R$ 1,08 milhão

Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais

Desenvolver a reflexão crítica e teórica acerca da atual arte brasileira é o objetivo desta bolsa. Através dela, a Funarte cria condições para a formação profissional e para a produção do conhecimento artístico. Neste ano, serão contemplados 10 projetos inéditos, que resultem em ações, obras e processos a serem apresentados ou expostos ao público. Todos os projetos devem ser propostos por pessoas físicas (artistas ou coletivos) e cada um deles receberá R$ 30 mil.

Total em investimentos: R$ 409,1 mil.

Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes visuais

Artistas ou coletivos interessados em produzir obras inéditas e de qualidade podem se candidatar a esta bolsa, que fomenta a pesquisa e a criação em âmbito nacional. Neste ano, dez projetos serão contemplados com R$ 30 mil. Ao fornecer condições materiais para a produção de novas obras, a Funarte amplia a qualificação e a difusão em artes visuais.

Total em investimentos: R$ 409,1 mil

Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais

O Programa Rede fomenta a reflexão e o debate sobre as artes visuais, investindo na capacitação de profissionais e na circulação do conhecimento. Em 2010, serão contemplados 40 projetos que promovam oficinas artísticas, palestras, atividades pedagógicas, atividades integradas, exposições, oficinas de qualificação e seminários. Dez pessoas jurídicas receberão R$ 30 mil e, para as 30 pessoas físicas selecionadas, o prêmio será de R$ 20 mil.

Total em investimentos: R$ 1,1 milhão.

Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.

Teaser do filme JOGATINA

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 1º ENCONTRO DE PRODUTORES CINEMATOGRÁFICOS BRASIL-FRANÇA

Seis longa-metragens brasileiros serão selecionados para coproduções francesas

Estão abertas as inscrições, até o dia 24 de abril, para empresas produtoras brasileiras, registradas na Ancine, que queiram participar do 1º Encontro de Produtores Brasil/França que será realizado no dia 20 de junho de 2009 no Rio de Janeiro. Durante o evento, os projetos brasileiros selecionados serão apresentados de forma estruturada (pitching) às 10 produtoras francesas presentes.  As apresentações não deverão ultrapassar 05 minutos.

O encontro, voltado para a coprodução e a expansão do mercado cinematográfico brasileiro, conta com o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, da Agência Nacional do Cinema, do Consulado da França no Rio, da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores, do Programa Cinema do Brasil, da Riofilme e da Unifrance.

Os interessados devem encaminhar seus projetos por e-mail para:

cinemadobrasil@gmail.com com cópia para:

analeticia@sicesp.org.br

rachel.monteiro@gmail.com

international.affairs@ancine.gov.br

No campo Assunto deve ser indicado: Encontro Brasil-França e o nome do projeto. Somente serão aceitas as inscrições enviadas para todos os endereços listados acima. A data do envio será considerada como a da inscrição. Serão selecionados seis projetos que tenham real potencial para coprodução com a França.

A mensagem da inscrição deverá conter documento (s) anexo (s), em formato Word (doc) ou Acrobat (pdf), com as seguintes informações:

  • Título do projeto da obra cinematográfica de longa metragem, em português e inglês;
  • Sinopse em português e inglês, com até 10 linhas;
  • Resumo do argumento somente em português, de quatro a 10 páginas. Não serão aceitos roteiros;
  • Nome da produtora brasileira, titular do projeto, e informações relevantes sobre a mesma, em português e inglês (máximo de uma página);
  • Nome e currículo profissional do produtor responsável pelo projeto (máximo de uma página), em português e inglês, com respectivo contato;
  • Outras informações relevantes em português (máximo de uma página): autor do argumento e/ou diretor, elenco etc.

Ministério esclarece posição a respeito do Simples

Reportagem do jornal Valor Econômico, 03/03/2009

Nova lei afeta produção cultural

André Borges, de São Paulo

O Ministério da Cultura busca uma saída para tentar reduzir a cascata de impostos que o governo federal lançou sobre o setor de entretenimento, ao sancionar a Lei Complementar 128/2008, em 19 de dezembro. A nova regra alterou a classificação das atividades culturais, fazendo com que as alíquotas pagas por atores e produtores de conteúdo cultural de pequeno porte tivessem seus impostos ampliados. No ano passado, o governo beneficiou o setor com a inclusão da classe artística no Simples Nacional. Somados, os impostos ficavam em torno de 9%. Agora, as taxas podem atingir até 28%.

Segundo José Luiz Herencia, secretário de políticas culturais do Ministério da Cultura (Minc), o texto da Lei Complementar passará por uma revisão. “Estamos em discussão com a Casa Civil e com os ministérios da Fazenda e do Planejamento para rever essa posição”, diz. A expectativa, segundo ele, é que as empresas culturais de pequeno porte sejam excluídas da regra.

O Minc, com base em dados do IBGE de 2005, calcula que 5% das empresas brasileiras estão ligadas à atividade cultural, o que representa mais de 153 mil empresas. O setor emprega 4% da mão-de-obra do país ou cerca de 1,17 milhão de pessoas. O problema é que a maioria delas (53%) atua na informalidade, situação estimulada pela alta carga de impostos.

Odilon Wagner, produtor de teatro e ator profissional há 39 anos, se diz perplexo pela medida. “Como artista e produtor, fiquei chocado com tudo isso, inclusive com a isenção do Ministério da Cultura, que não participou de uma decisão tomada às pressas, sem o menor espaço para debate.”

Em dezembro, Wagner diz ter recolhido 9% de impostos. No mês passado, a taxa subiu para 18%. “É um absurdo, o governo está dando um tiro no pé ao punir um setor que já foi um dos mais prejudicados no orçamento da União.”

O objetivo da legislação, diz Herencia, do Minc, era fazer com que empresas que usam mão-de-obra intensiva conseguissem reduzir sua carga tributária. Ocorre que a maioria das produções culturais está atrelada a contratos temporários. Por isso, o artista opta em abrir uma microempresa que o represente como pessoa jurídica.

Para o maestro Júlio Medaglia, os efeitos imediatos da medida são o aumento da informalidade e a diminuição da produção cultural, já que a tributação onera toda a cadeia. “Eu pagava uma taxa de 12% de impostos, mas neste mês ela subiu para 27%”, comenta.

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