Unesco homenageia “O Contador de Histórias”

O filme – que conta a história de um menino analfabeto que é ajudado por uma educadora aos 13 anos de idade e estreará em 7 de agosto -, recebeu a certificação da organização por chamar a atenção da sociedade para a importância da educação e da cultura na luta contra a pobreza e a exclusão social no país

Roberto Carlos Ramos é um garoto analfabeto que cresceu em uma entidade assistencial, recém criada pelo governo. Aos trezes anos de idade, após incontáveis fugas, ele é considerado “irrecuperável” pela direção do lugar, mas conhece uma pedagoga francesa que, ao demonstrar interesse em sua educação, coloca em xeque a descrença do menino no futuro.

Esse é o enredo do filme “O Contador de Histórias”, que, por ilustrar uma realidade muito parecida com a das outras 75 milhões de crianças que estão fora da escola, recebeu uma homenagem da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Segundo a entidade, atualmente, um em cada seis adultos é analfabeto e, por isso mesmo, situações como as que são propostas no filme, que levam a sociedade a refletir sobre a necessidade da educação e da cultura para a superação da pobreza e da exclusão social, são tão importantes.

A UNESCO decidiu presentear a produção de “O Contador de Histórias” com seu selo depois que uma das atrizes do longa-metragem, Maria de Medeiros – que também foi nomeada “Artista da UNESCO pela Paz”, em 2008 –, levou à Organização uma prosposta de apoio ao filme.

“Ao assistir à história de Roberto Carlos, depositamos nela a esperança de que a sociedade desperte para a visão de um novo futuro, em que todas as crianças brasileiras tenham acesso à educação, à saúde e à cidadania. Basta serem ajudadas”, disse o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny.

Filme Brasileiro é premido pela Unesco

Menina Espantalho também ganha prêmio no Festival Internacional de Cinema Infantil de Montevidéu

Depois de ter conquistado o prêmio do júri popular no Festival de Curtas de Tóquio no mês passado, o filme A Menina Espantalho acaba de ganhar dois prêmios no Uruguai. O curta participou da mostra competitiva do Divercine – Festival Internacional de Cinema Infantil de Montevidéu, onde ganhou o prêmio de melhor curta de ficção, além do prêmio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Selecionado pelo Edital Curta Criança em 2007 – uma iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e da TV Brasil, o  filme tem 13 minutos de duração e conta a história de Luzia, uma menina que mora no campo com seu irmão Pedro e seus pais. Quando Pedro começa a frequentar a escola, Luzia manifesta vontade de acompanhar o irmão. O pai autoritário não respeita o desejo da filha e ainda a obriga a espantar os pássaros da plantação de arroz.  Mesmo vivendo essa adversidade, Luzia dá a volta por cima e aprende a ler no meio do arrozal.

Escrito e dirigido por Cássio Pereira dos Santos, o curta estreou no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em novembro de 2008, onde recebeu uma menção honrosa, prêmio de melhor roteiro e troféu da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

As cidades mineiras de Cruzeiro da Fortaleza e Brejo Bonito, na região do Alto Paranaíba, foram o cenário da história de Luzia. À exceção de Vinícius Ferreira, ator profissional de Brasília, todo o elenco foi formado por atores não profissionais de Cruzeiro da Fortaleza: Pâmela Silva, nove anos, protagonista do curta, Otávio Santiago, nove anos, no papel do seu irmão Pedro e Jane Silva, que interpreta a  mãe da protagonista.

Assista a um trecho do filme:www.vimeo.com/3971830

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